Vice-prefeito vê elo entre ONGs e crime em Paraisópolis: “igual ao Moinho”
- Mega Fato
- 11 de jul.
- 2 min de leitura
Comunidade viveu noite de caos na quinta-feira, após operação da PM que resultou em morte de um homem, prisão de suspeitos e policial da Rota ferido

O vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL), disse acreditar em elo entre ONGs (organizações não-governamentais) que atuam em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, e o crime organizado. Ele comparou a situação, região que viveu uma noite de caos na quinta-feira (10), à Favela do Moinho, no centro da cidade, local em que também houve tensão entre a comunidade e as forças de segurança.
“Infelizmente, essas comunidades têm ONGs ligadas ao crime, assim como vimos recentemente na Favela do Moinho. Se passam por entidades de boa-fé, mas por trás estão ligadas ao tráfico de drogas”, disse Mello Araújo à CNN.
O vice-prefeito, que foi comandante da Rota, força de elite da Polícia Militar paulista, afirmou que o trabalho dos agentes de segurança é “pesado” e que requer atuação intensa dos serviços de inteligência para efetuar prisões.
Além do trabalho policial, Mello defende maior atuação do estado, por meio de políticas de assistência social aos moradores.
“Infelizmente, essas comunidades são dominadas por uma minoria que se impõe à maioria pela força. São locais em que o único braço do estado que chega é a polícia, e sempre para resolver problemas. Um policiamento constante e boas políticas públicas são necessárias nestes locais”, afirmou.
Perguntado sobre a presença de agentes da GCM (Guarda Civil Metropolitana) na região, o vice-prefeito disse que esta não é "uma ação para eles no momento".
Mello Araújo avaliou que a instalação de novas câmeras de monitoramento do sistema Smart Sampa são sempre "bem-vindas", mas que os criminosos "arrancam” os equipamentos.
A noite de caos em Paraisópolis começou após uma operação da PM que resultou na morte de um homem e prisão de outros três suspeitos, após denúncias sobre a presença de "armamento pesado" na comunidade. No confronto, um policial da Rota foi baleado.







Comentários