Saúde Mental na Era Digital: Estamos Mais Conectados ou Mais Solitários?
- Mega Fato
- 18 de abr.
- 2 min de leitura

É inegável: nunca estivemos tão conectados. Redes sociais, mensagens instantâneas, vídeos curtos, lives, notificações... tudo ao alcance de um toque.
Mas, por trás dessa enxurrada de interações, muita gente tem sentido exatamente o oposto do que se espera: solidão.
E isso não é apenas sensação — a ciência já vem alertando para o impacto da tecnologia no nosso bem-estar emocional.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, casos de ansiedade e depressão aumentaram significativamente nos últimos anos, e especialistas apontam uma correlação direta com o uso excessivo de dispositivos digitais.
O fenômeno do “doomscrolling” (rolar sem parar por notícias ruins) é só um dos sintomas de como nosso cérebro pode ser afetado.
📱 Mais likes, menos laços? As redes sociais foram criadas para aproximar, mas muitas vezes acabam criando um efeito contrário. A comparação constante com vidas “perfeitas”, a busca por validação e o medo de ficar de fora (FOMO – fear of missing out) têm um peso real sobre nossa saúde mental. É comum se sentir exausto mesmo depois de horas “descansando” nas redes.
👩⚕️ A psicóloga Marina Lopes explica:
“O tempo de tela em excesso, aliado à falta de interações presenciais, afeta a produção de dopamina e pode gerar dependência digital. Além disso, o cérebro interpreta o excesso de estímulo como uma sobrecarga emocional.”

💡 Como cuidar da mente sem precisar sumir da internet? Não é necessário abandonar o celular ou deletar todas as contas. Mas é possível (e saudável) repensar os hábitos digitais. Aqui vão algumas dicas:
Ative os relatórios de tempo de uso e avalie seu consumo real;
Faça pausas conscientes (até 15 minutos offline já ajudam a “desintoxicar”);
Reduza notificações — nem tudo precisa de resposta imediata;
Siga perfis que te inspiram de verdade (e silencie os que te afetam);
Marque encontros presenciais sempre que possível.
✨ O equilíbrio é o novo luxo Manter uma boa relação com o mundo digital é um desafio da nossa geração. E entender os limites do que te faz bem é um passo importante para cuidar da mente — sem abrir mão das conexões que realmente importam.







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