IBGE aponta desaceleração no preço do café
- Mega Fato
- 10 de jul.
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O café moído, segundo o IPCA, do IBGE, desacelerou para uma alta de 0,56% no mês passado

A safra de café do Brasil em 2025 foi estimada nesta quinta-feira em 57,5 milhões de sacas de 60 kg, acréscimo de 4,0% em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que agora passou a ver um aumento na produção em relação a 2024.
Os preços do café, que foram um dos vilões da inflação este ano no Brasil, refletindo uma menor safra do país em 2024 e também problemas em outros países produtores, começaram a desacelerar em junho, destacou o IBGE.
O café moído, segundo o IPCA, do IBGE, desacelerou para uma alta de 0,56% no mês passado, ante 4,59% em maio, à medida que a colheita no Brasil ganhou ritmo.
Após bater recorde duas vezes seguidas na variação em 12 meses, o indicador deixou para trás o pico da série histórica e encerrou o período em junho com alta de 77,78%.
Em maio, o produto teve alta em 12 meses de 82,24%, e até abril, de 80,20%, os dois maiores patamares do Plano Real.
"O índice do café começa a ceder. O que vemos é uma colheita maior e isso está chegando na cadeia de produção e ao consumidor final", disse o gerente do IBGE, Fernando Gonçalves.
Ele disse que as tarifas dos EUA de 50% sobre produtos brasileiros, em tese, poderiam aumentar a oferta interna de café, já que os norte-americanos são os maiores compradores do grão nacional.
"Mas tem que aguardar pra ver se o Brasil não vai abrir outros mercados", acrescentou.
Produção
Conforme os dados do IBGE, a safra no maior produtor e exportador global de café deverá aumentar 0,8% em relação ao ano passado, com impulso de uma produção recorde de café canéfora, que envolve as variedades robusta e conilon, à medida que a colheita se desenvolve no Brasil.
Nos últimos levantamentos mensais, o IBGE indicava uma redução na safra total em relação a 2024, apesar de ajustes positivos nas perspectivas desde março.
Na avaliação mensal, o IBGE ainda apontou alta de 0,8% na produção de café arábica, que responde pela maior parte da produção brasileira, para 37,5 milhões de sacas de 60 kg.
Ainda assim, a colheita do arábica cairá 6,2% em relação ao volume produzido em 2024, devido à bienalidade negativa, ou seja, um declínio natural da produção em função das características fisiológicas da espécie.
No caso do canéfora, a estimativa da produção passou para 20 milhões de sacas, acréscimos de 10,8% em relação ao mês anterior e de 17,3% em relação ao volume produzido em 2024.
"Como os preços do conilon encontravam-se apresentando boa rentabilidade, os produtores investiram mais em tratos culturais e adubação, o que resultou na melhoria da produtividade", disse o IBGE.
"Há de se ressaltar também que os volumes de chuvas nos principais municípios produtores foram satisfatórios de um modo geral, apesar da demora delas em alguns deles."







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