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Febre dos bebês reborn cresce entre famosos e gera alerta de especialistas

  • Mega Fato
  • 23 de mai.
  • 6 min de leitura
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A popularidade dos bebês reborn atingiu níveis surpreendentes no Brasil, superando até mesmo as buscas por nomes como Neymar e Virginia Fonseca no Google na última semana de maio de 2025. Celebridades como Xuxa, Gracyanne Barbosa e Nicole Bahls aderiram à tendência, exibindo bonecas realistas em suas redes sociais. A apresentadora Luciana Gimenez foi além, simulando um parto de um bebê reborn em seu programa Superpop, na RedeTV!, o que gerou ampla repercussão. O fenômeno, que mistura colecionismo e encenação afetiva, tem atraído olhares curiosos, mas também preocupados.

Embora a prática pareça uma brincadeira inofensiva para muitos, especialistas alertam para os riscos psicológicos que ela pode representar. A psicanalista Fabiana Guntovitch, em entrevista recente, destacou a necessidade de abordar o tema com cuidado, especialmente quando envolve figuras públicas. Segundo ela, tratar bonecas como filhos pode reforçar comportamentos que normalizam a desconexão com a realidade, algo particularmente delicado para pessoas com vulnerabilidades emocionais.

A moda dos bebês reborn também levanta questões sobre o impacto cultural e social das ações de influenciadores. Para entender melhor o fenômeno, é importante considerar:


  • A influência de celebridades na normalização de comportamentos;


  • Os limites entre fantasia e realidade nas redes sociais;


  • A potencial romantização de questões afetivas complexas;


  • A necessidade de promover vínculos humanos reais.


O debate está apenas começando, e a discussão envolve desde aspectos psicológicos até a responsabilidade de figuras públicas. A seguir, exploramos os principais pontos levantados por especialistas e os detalhes dessa tendência que divide opiniões.



ORIGEM DA POPULARIDADE DAS BONECAS REALISTAS


Bonecas reborn surgiram como uma forma de artesanato sofisticado, criadas para replicar características de bebês reais com detalhes impressionantes, como peso, textura da pele e até batimentos cardíacos simulados. Inicialmente, elas eram populares entre colecionadores e pessoas que buscavam um hobby criativo. No entanto, nos últimos anos, a prática de “adotar” essas bonecas ganhou força, especialmente entre celebridades e influenciadores digitais, que compartilham rotinas de cuidados com as bonecas em suas plataformas.


A visibilidade proporcionada pelas redes sociais transformou o que era um nicho em um fenômeno cultural. Vídeos de famosas como Nicole Bahls alimentando ou trocando fraldas de seus bebês reborn acumulam milhares de visualizações no Instagram e TikTok. Gracyanne Barbosa, por exemplo, já publicou fotos em que aparece embalando sua boneca em um carrinho, enquanto Xuxa compartilhou momentos de “carinho” com sua reborn, gerando comentários variados entre apoio e crítica.


O aumento na procura por essas bonecas também reflete um mercado em expansão. Lojas especializadas relatam que a demanda cresceu 40% em 2024, com preços variando entre R$ 1.500 e R$ 10.000, dependendo do nível de personalização. Apesar do apelo estético, especialistas questionam o impacto de tratar esses objetos como substitutos de relações humanas, especialmente em um contexto de alta exposição midiática.


RISCOS PSICOLÓGICOS ASSOCIADOS AO FENÔMENO

A psicanalista Fabiana Guntovitch enfatiza que o uso de bebês reborn como hobby não é necessariamente prejudicial, mas a linha entre brincadeira e obsessão pode ser tênue. Quando celebridades simulam processos afetivos profundos, como chamar uma boneca de “filho” ou recriar rituais de maternidade, há o risco de reforçar mecanismos de substituição psíquica. Isso pode ser especialmente problemático para pessoas que enfrentam carências afetivas, solidão ou dificuldades em lidar com perdas.


Guntovitch explica que o comportamento pode estimular fantasias que descolam o indivíduo da realidade, criando uma ilusão de vínculo emocional com um objeto inanimado. Para alguns, isso pode parecer uma forma de lidar com frustrações, mas, sem acompanhamento adequado, pode agravar questões emocionais. A psicanalista alerta que a romantização de tais práticas nas redes sociais amplifica o problema, já que influenciadores servem como referência para milhões de seguidores.


Os riscos incluem:

  • Normalização de desconexões emocionais com a realidade;

  • Reforço de carências afetivas não resolvidas;

  • Estímulo a comportamentos compulsivos em pessoas vulneráveis;

  • Desvalorização de vínculos humanos reais;

  • Possível banalização de temas como adoção e maternidade.


A especialista também aponta que a falta de debate público sobre o tema contribui para a disseminação de práticas que, embora pareçam inofensivas, podem ter consequências sérias em contextos específicos.


INFLUÊNCIA DAS CELEBRIDADES NA CULTURA DIGITAL

Celebridades têm um papel central na amplificação de tendências, e o caso dos bebês reborn não é exceção. A exposição de figuras como Luciana Gimenez, que simulou um parto reborn ao vivo, ou Xuxa, que compartilha momentos de “afeto” com sua boneca, cria um efeito cascata nas redes sociais. Fãs e seguidores muitas vezes imitam esses comportamentos, seja por admiração ou pela busca de pertencimento em comunidades online.


O impacto é ainda maior quando se considera o alcance dessas personalidades. Por exemplo, Virginia Fonseca, com mais de 40 milhões de seguidores no Instagram, já mencionou sua curiosidade sobre bebês reborn, o que gerou um pico de buscas pelo termo. Essa influência, segundo especialistas, exige responsabilidade, já que ações aparentemente inocentes podem ter interpretações variadas entre o público.


Além disso, a cultura das redes sociais valoriza o espetáculo, o que leva influenciadores a criarem conteúdos cada vez mais chamativos. Simular partos, rotinas de cuidados ou até “adoções” de bonecas reborn muitas vezes é uma estratégia para atrair engajamento, mas pode banalizar questões sérias, como a maternidade e a adoção real.


REAÇÕES DO PÚBLICO E DEBATES NAS REDES

A popularidade dos bebês reborn gerou reações polarizadas. Enquanto alguns internautas elogiam a criatividade e o realismo das bonecas, outros expressam desconforto com a forma como elas são tratadas. Comentários em publicações de celebridades variam de apoio entusiasmado a críticas contundentes, com muitos questionando se a prática é saudável ou respeitosa.


Fóruns online, como grupos no Facebook e Reddit, também abrigam discussões acaloradas. Alguns colecionadores defendem que os bebês reborn são apenas um hobby artístico, comparável a colecionar figuras de ação ou bonecas vintage. Já críticos argumentam que tratar bonecas como filhos pode refletir questões emocionais não resolvidas, especialmente quando a prática é exibida publicamente.


A polarização também se reflete em reações de especialistas. Psicólogos e psicanalistas, como Fabiana Guntovitch, pedem mais diálogo sobre o tema, enquanto influenciadores continuam a promover as bonecas como uma forma de entretenimento. Esse contraste evidencia a complexidade do fenômeno, que mistura arte, psicologia e cultura digital.


MERCADO EM EXPANSÃO E ACESSIBILIDADE


O crescimento da popularidade dos bebês reborn impulsionou um mercado lucrativo. Artesãos especializados, muitos dos quais operam em plataformas como Etsy e Mercado Livre, relatam filas de espera para encomendas personalizadas. As bonecas mais sofisticadas, que incluem detalhes como cabelo implantado fio a fio e sistemas eletrônicos para simular respiração, podem cust Résumé


ASPECTOS CULTURAIS E SOCIAIS DO FENÔMENO


A adoção de bebês reborn por celebridades reflete dinâmicas culturais mais amplas, especialmente no contexto das redes sociais. A busca por atenção e engajamento online muitas vezes leva influenciadores a adotarem comportamentos que geram buzz, mesmo que isso envolva práticas controversas. O fenômeno também toca em questões de gênero, já que a maioria dos colecionadores e “pais” de bebês reborn são mulheres, o que levanta debates sobre expectativas sociais em torno da maternidade.


Outro aspecto relevante é o contraste entre a romantização dos bebês reborn e a realidade de milhares de crianças em abrigos à espera de adoção. Dados de 2024 mostram que cerca de 30 mil crianças estão em serviços de acolhimento no Brasil, muitas delas em busca de uma família. Especialistas como Guntovitch sugerem que a energia dedicada às bonecas poderia ser direcionada para causas como a adoção real, promovendo vínculos humanos autênticos.


ALTERNATIVAS E HOBBIES SAUDÁVEIS


Para aqueles que se interessam por colecionismo ou atividades criativas, há alternativas que não envolvem os riscos associados aos bebês reborn. Hobbies como pintura, escultura ou até mesmo a criação de bonecas menos realistas podem oferecer benefícios terapêuticos sem o peso emocional de simular relações parentais. Além disso, atividades que promovem interação social, como voluntariado ou participação em grupos comunitários, podem ajudar a combater a solidão e a carência afetiva.


Os benefícios de hobbies alternativos incluem:


  • Estímulo à criatividade sem desconexão da realidade;


  • Promoção de conexões sociais reais;


  • Redução do risco de dependência emocional em objetos;


  • Possibilidade de aprendizado e desenvolvimento pessoal.


Psicólogos recomendam que, para pessoas que sentem atração pelos bebês reborn, é importante refletir sobre as motivações por trás desse interesse. Em alguns casos, a busca por essas bonecas pode ser um sinal de questões emocionais que merecem atenção profissional.


PAPEL DA MÍDIA NA COBERTURA DO TEMA


A mídia tem desempenhado um papel ambíguo na popularização dos bebês reborn. Programas de televisão, como o Superpop, e portais de notícias sensacionalistas muitas vezes destacam o aspecto curioso ou excêntrico da tendência, sem explorar suas implicações psicológicas. Essa abordagem contribui para a banalização do tema, reduzindo-o a uma moda passageira em vez de um fenômeno que merece análise cuidadosa.


Por outro lado, veículos mais sérios, como revistas especializadas em psicologia e saúde mental, têm trazido contribuições valiosas para o debate. Artigos e entrevistas com especialistas, como a psicanalista Fabiana Guntovitch, ajudam a contextualizar os riscos e a promover uma visão mais equilibrada. A cobertura responsável pode desempenhar um papel crucial na educação do público e na redução de estigmas associados à saúde mental.


EDUCAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO PÚBLICA


A falta de informação sobre os riscos dos bebês reborn é um obstáculo para um debate mais produtivo. Campanhas de conscientização, lideradas por psicólogos e organizações de saúde mental, poderiam ajudar a esclarecer o público sobre os limites entre fantasia e realidade. Escolas, universidades e até mesmo influenciadores poderiam se envolver na promoção de diálogos abertos sobre temas como carência afetiva e solidão.


Algumas iniciativas sugeridas por especialistas incluem:


  • Oficinas sobre saúde mental em comunidades;


  • Parcerias com influenciadores para promover mensagens positivas;


  • Campanhas nas redes sociais sobre a importância de vínculos reais;


  • Materiais educativos em escolas sobre gestão emocional;


  • Apoio a programas de adoção e acolhimento infantil.


Tais esforços poderiam não apenas reduzir os riscos associados aos bebês reborn, mas também fomentar uma cultura de empatia e responsabilidade coletiva.

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