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Brasileira morta em vulcão: Impressiona não ter suprimento, diz montanhista

  • Mega Fato
  • 26 de jun.
  • 2 min de leitura

Em entrevista à CNN, Carlos Santanela, que já explorou o Evereste e também esteve no mesmo vulcão, conta que caminho para resgatar Juliana Marins era “nitidamente perceptível”


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A morte da brasileira Juliana Marins, 24, na Indonésia, após se desequilibrar e cair da trilha do vulcão Rinjani chocou a comunidade montanhista brasileira.

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Para Carlos Santanela, proprietário da Grade6 e responsável por expedições a montanhas complexas, como o Everest no Nepal, o resgate foi falho considerando o que sabemos até o momento. 


“Alguns turistas chegaram a vê-a, essas imagens para mim ficaram muito marcadas, porque quase que nitidamente é perceptível um caminho de chegada. Então, como que ninguém conseguiu chegar até ela, nem mesmo um resgatista?”, afirma Santanela.


A demora para o resgate foi um ponto crucial considerando que a partir do momento em que Juliana se encontrava desaparecida, cada minuto contava para que o resgate fosse eficiente.


“Tinha um clima comum de entrada de nuvens à tarde, de manhãs mais claras, inclusive no dia seguinte tiveram ascensão ao cume, quando detectaram ela ainda. Acho que isso me deixou impressionado, ela estar num acesso que até visivelmente por foto seria factível e ninguém ter chegado a ela a tempo, nem sequer com um pouco de suprimento”, analisa Santanela.


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Santanela esteve no local em 2016 e considerou o clima a maior dificuldade do ataque ao cume do vulcão, revelou à CNN.


“Não é uma ascensão extremamente técnica. E está longe de ser uma ascensão muito difícil. É uma montanha de 3.720 metros, ou seja, uma média altitude. Acho que os grandes fatores de dificuldades ali seriam realmente a orientação,  por conta de ser um ambiente muito úmido, fica muito nublado quase todos os dias”, diz.


O montanhista ressalta a péssima organização do país, “conhecendo assim as estruturas da Indonésia, sei que são mais precárias, uma operação comercial de montanha mal conduzida".


A atuação do guia que acompanha Juliana também foi questionada, "geralmente são três clientes para um guia, o cara estava com cinco e ainda tomou a decisão de seguir com quatro e deixar Juliana sozinha", finaliza. 


Recomendações para expedições

Pontos importantes precisam ser considerados ao buscar esse tipo aventura, segundo o montanhista que chegou ao cume do Everest aos 24 anos de idade, mesma idade de Juliana.


  • Buscar os órgãos locais do destino pretendido e empresas certificadas que atuam na região para se blindar que as equipes contratadas realmente são de confiança

  • Se cercar de informações locais, como condições da montanha e se a trilha tem alguma dificuldade a mais do que o planejado

  • Buscar vestimentas corretas para que se possa estar preparado, considerando o clima local, roupas que sejam condizentes com as atividades, buscar informações com especialistas

  • Dependendo do grau da dificuldade do evento, se preparar com cursos técnicos


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